Elas estão ON: iniciativas criadas por mulheres, para mulheres

Débora

Débora Macedo

24/03/2022

Elas estão ON: iniciativas criadas por mulheres, para mulheres

Ei, mana! Pare tudo o que você está fazendo e venha dar uma olhadinha em algumas iniciativas super legais criadas por mulheres, para mulheres!

Sabe aquele papo de “ninguém solta a mão de ninguém”? Então! A mulherada vem levando isso a sério ao se mobilizar e se unir cada vez mais através das redes sociais, seja para compartilhar experiências, debater ou promover campanhas que lutam por seus direitos.

Por meio de diversas hashtags utilizadas no Twitter, no Instagram e no Facebook, elas aproveitam para contar suas histórias, denunciar casos de assédio e abuso sexual (aqui também entram os “exposed”, nos quais vários homens famosos já foram tombados), apoiar umas às outras e lutar contra o machismo enraizado na nossa sociedade.

Pensando nisso, preparamos uma lista com exemplos de casos de união e empoderamento feminino na internet e iniciativas criadas por mulheres, para mulheres. Vem conferir!

A visibilidade do caso Mari Ferrer

Se você é heavy user das redes sociais, você provavelmente já ouviu falar no caso Mari Ferrer (e provavelmente você passou muita raiva com a história). Mas atenção: este texto pode conter gatilhos.

Em dezembro de 2018, a blogueira Mari Ferrer foi dopada e estuprada durante o seu trabalho no Cafe de La Musique, um beach club de alto padrão em Floripa (SC). O caso repercutiu muito na internet, Mari ganhou milhares de seguidores e, principalmente, seguidoras que a apoiaram e lutaram para que a justiça fosse feita. 

O crime tem várias evidências que apontam André de Camargo Aranha como culpado, mas ele, que é um empresário conhecido e bem relacionado, foi absolvido duas vezes, gerando revolta nas redes sociais por conta de um processo judicial escancaradamente machista, conduzido apenas por homens. 

Perfis de fofoca, famosos/celebridades, veículos de comunicação, o povo em geral e até pessoas que não são engajadas em causas feministas (principalmente homens) compartilharam sua indignação com a falta de justiça no processo, tornando o assunto mais comentado no Twitter naquela semana. Tá achando pouco?

A repercussão foi tanta que hoje existe a Lei Mari Ferrer, a fim de garantir a integridade física e psicológica da vítima, além de proibir a manifestação de fatos alheios ao caso e a utilização de informações que ofendem a dignidade da vítima.

Share Your Voice: um espaço para dar voz às mulheres

O Share Your Voice é um grupo no Facebook destinado apenas a mulheres, com o intuito de ser um local seguro para elas desabafarem, compartilharem histórias de violência sexual, abusos e assédios e receberem apoio. Nele, elas também contam como fizeram para superar traumas e, assim, ajudam outras mulheres que possam estar passando por essa situação.

O grupo foi criado em 2018 por um grupo de amigas e conta com 10.376 membros, todas mulheres. Ele possui diversas regrinhas para tornar o espaço seguro e acolhedor e evitar que informações sejam vazadas.

Hoje o SYV está largado às traças, mas quando foi lançado, bombou demais! Todos os dias, diversas meninas compartilhavam histórias com ex-namorados, conhecidos das redes sociais e até mesmo fotógrafos de Curitiba que assediavam as modelos. E como resposta, recebiam várias mensagens de apoio de outras participantes do grupo.

Inclusive, teve um exposed que deu o maior bafafá: a menina citou o nome do cara que fazia ameaças a ela e trocentas gurias contaram que já passaram por situações parecidas com o mesmo homem. Como consequência, ele teve até que excluir seus perfis nas redes sociais e sumir do mapa por um bom tempo. Não que a gente defenda o cancelamento em massa, mas tem uns que nem chegam a dar pena, né?

E aí, guria?

Com 1088 membros mulheres, esse é mais um grupo do Facebook, criado exclusivamente para as manas que trabalham no mercado publicitário. Ele serve para postar vagas, indicar, procurar uma freela ou se oferecer, vender alguma coisa que está parada aí na sua casa, pedir um help, indicar um curso ou qualquer coisa que possa ajudar as outras mulheres do mercado paranaense a crescerem profissional e pessoalmente.

A iniciativa ajuda a colocar as mulheres no mercado de trabalho e a priorizar as candidatas nos processos seletivos. E tá dando certo, viu? Diariamente, várias gurias compartilham vagas e ajudam umas às outras na busca por uma posição.

BBB20: “vamos galera, mulheres, vamos! Girl power p0rr@!”

A frase icônica que virou meme no BBB20 também virou símbolo da união feminina no programa. Após comentários machistas de outros participantes do reality, as mulheres da edição se juntaram e apoiaram umas às outras para enfrentar e peitar os homens.

E essa treta teve uma repercussão muito grande aqui fora, principalmente nas redes sociais. A grande maioria das mulheres que assistiam o programa (e até as que não acompanhavam) se identificaram com as participantes, se revoltaram com as atitudes machistas lá dentro e se solidarizaram com as manas, movimentando as redes (especialmente o Twitter). Não à toa, a edição foi uma das mais bombásticas da história do Big Brother Brasil.

Assédio na Globo: mexeu com uma, mexeu com todas

Em 2017, após o caso de assédio sexual sofrido por uma figurinista e envolvendo o ator José Mayer, diversas atrizes da emissora não deixaram quieto o acontecido e movimentaram as redes sociais como forma de protesto. Drica Moraes, Sophie Charlotte, Camila Queiroz e Cissa Guimarães, entre várias outras, publicaram fotos com camisetas e cartazes escritos “Mexeu com uma mexeu com todas”, além de subirem a hashtag #chegadeassédio.

O caso também teve bastante repercussão nas redes sociais, várias manas aderiram à causa (e à hashtag) e o movimento das mulheres marcou uma virada na forma como a sociedade lida com esse tipo de agressão, passando pelo reposicionamento das mulheres dentro de sua área profissional e também do reposicionamento do público.

Essas iniciativas são extremamente importantes para impor a presença das gurias e mostrar que não estamos sozinhas, seja nas redes sociais, no mercado de trabalho ou no dia a dia, além de dar força ao feminismo. Por isso, manas, devemos aproveitar cada vez mais esse espaço que a internet nos oferece e ocupá-lo dando visibilidade a situações que, infelizmente, ainda temos que lidar.

Se você lembra de mais alguma iniciativa necessária a favor das minas, compartilhe com a gente! Afinal, isso também é utilidade pública, né? E lembrando: girl power p***!
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Débora
24/03/2022

Débora Macedo

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